terça-feira, março 22, 2005

Alegoria da Páscoa

Já que ninguém se aventura nos posts, deixo uma algo útil para redescobrirem neste dias de Páscoa. Jesus Morreu e ressuscitou. Coisa grande!Não é para qualquer um. Conta-se que ao sair do túmulo tenha afirmado: "Catita! Afinal não aconteceu só ao Lázaro!" e lá foi pedir batatinhas ao Judas que, arrependido, tinha posto termo à vida. Jesus, ao ver que tinha sido vendido por tão pouco dinheiro, ficou aborrecido: "Nem dá para uma sandes mista!" Envolto na raiva de o terem avaliado por tão pouco, foi ter com o Pedro, que na altura era uma grande estratega dos negócios, a quem Jesus, carinhosamente, chamava "o meu José Veiga" e que já dominava o negócio da pesca na zona leste do mar mediterrâneo. "Preciso de uma marca forte, com mais notoriedade que a coca-cola!" E Pedro disse: "E que tal uma igreja?" "Não sei. Está muito batido. Profetas é o que não falta!". Mas Pedro, o grande, lá seguiu o seu objectivo. E como prémio, porque ressuscitamentos não é coisa para quem quer mas para quem pode, quando Pedro morreu, lá lhe arranjaram um lugarzito como porteiro "at the gates of heaven", como ele gostava de dizer, com um sorriso maroto. A tal igreja teve sucesso e ainda hoje é uma multinacional de sucesso que emprega milhares de pessoas e consegue acordos governamentais para isenção de impostos em vários países ocidentais, tendo-se tornado objecto de benchmarking de gestão fiscal para grandes multinacionais. Jesus, esse nunca mais ninguém o viu. Não consta que tivesse morrido novamente. Este self-made man, que começou por baixo, a fazer cofragens para a Isaías e Epaminondas Construções, Lda. e que também fazia umas cadeiras e pechicés por fora, chegou a líder de uma instituição com inegável sucesso.

quarta-feira, março 16, 2005