quarta-feira, setembro 29, 2004
Mudanças no Canal
quarta-feira, setembro 22, 2004
COLOCAÇÃO DE PROFESSORES - UMA SUGESTÃO
No meu singelo ponto de vista o problema deve-se a uma tentativa de excesso de profissionalismo por parte do Ministério da Educação (que tenta, vejam bem, informatizar o processo). É claro que, num país de terceiro mundo como o nosso, tinha de dar buraco.
Munido de um enorme orgulho nacional e de sentido de estado, reflecti por uns instantes e encontrei a solução para este imbróglio. Para tal recorri a um benchmark com o sempre maravilhoso e surpreendente mundo do futebol para dessa forma importar o conceito de Sorteio das Competições da UEFA para o problema em questão. Afinal as semelhanças são enormes:
- Todos querem jogar em casa;
- Preferem evitar as adversidades de algumas deslocações.
Desta forma, sugiro que para o próximo ano lectivo seja efectuado um mega sorteio onde numa taça estarão diversas bolas com os nomes das enumeras escolas e respectivas vagas, enquanto na outra taça estão os nomes dos respectivos professores. Contudo e para premiar a antiguidade dos mesmos, cada professor teria uma bola com o seu nome por cada ano lectivo no seu curriculum, aumentando assim a sua probabilidade de ir para uma das vagas da sua preferência.
Esta proposta ainda tem a vantagem de dar um excelente programa de entretenimento nos Domingos de Verão em que o Júlio Isidro acompanhado da Serenela Andrade e do representante do governo civil, onde o sorteio iria ser transmitido em directo. Para concorrerem os professores só tinham de recortar o cupão da TV Guia ou Nova Gente, preencher e enviar num postal dos correios (é claro que apenas os cupões devidamente preenchidos seriam contemplados no concurso).
Em suma, todo o processo era mais transparente, evitavam-se as habituais confusões, as aulas começavam na data prevista, os professores apenas se podiam queixar do seu azar (melhor sorte para o ano) e ainda tínhamos excelentes tardes de televisão.
“BJ DJ 27 years thinking out of the box”
terça-feira, setembro 21, 2004
UM BLOG COM BIFIDUS ACTIVOS
TEMPO VOLTA PARA TRÁS ...
Nem todos os dias são iguais
segunda-feira, setembro 13, 2004
RECORD DO MUNDO ?
quinta-feira, setembro 02, 2004
terça-feira, agosto 31, 2004
TOCA A ENCHER O BUCHO
Um blog pode ser o que se quiser. Pode ser uma forma de intervenção; uma forma de escrever baboseiras acreditando que alguém as vai ler e achar piada; uma forma de fazer campanha política ou até mesmo um simples cartão de convite.
Utilizando então uma simples e maquiavélica estratégia de Marketing consigo aumentar a notoriedade deste sítio e ao mesmo tempo convidar-vos para o jantar do mês de Setembro.
O convite surge com uma antecedência sem precedentes pois este necessita de um jejum prévio por parte de todos (caso queiram tirar o máximo partido deste evento). Sem mais demoras, revelo que o jantar está previsto no conhecido, desejado e idolatrado FESTIVAL DA SAPATEIRA em Santa Cruz. Este destino, sugere também a existência de várias actividades extra-jantar como praia da parte da tarde e uma possível dormida na localidade (ainda por confirmar). A dificuldade em marcar este jantar obriga ainda a uma confirmação atempada da parte de todos.
Principais datas e horários:
- Confirmações até Quinta-feira
- Partida para Santa Cruz (destino praia) – 14:30 de Sábado no monumento ao Frango
- Jantar – previsto para as 20h em restaurante ainda por confirmar (chegada dos que não vão à praia por volta das 19:30)
Confiante que este jantar irá agradar a todos (afinal não é todos os dias que se pode comer sapateira até rebentar com o estômago sem magoar demasiado a carteira) conto com a presença de todos.
Não se esqueçam também de colocar o sopinha de massa nos vossos favoritos.
Despeço-me com amizade,
Bruno Jorge
segunda-feira, agosto 23, 2004
faltou-te um centésimo assim...
Não sabe falar português mas é português e isso é que interessa.
Agora penso no sentimento do Francis ao ver o ouro a uma distância de um centésimo de segundo e imagino a conversa com a treinadora...
- Bolas... menos um centésimo de segundo e eu ganhava.
- Pois é, francis... eu bem te disse para dares um salto de peixe ao cortar da meta...
quinta-feira, agosto 19, 2004
TREM DE COZINHA
A única explicação que vejo é de na publicidade estarem sempre todas as panelas, tachos e afins alinhados, mas não pode ser só por causa disso. Não podemos ter os nomes dos nossos utensílios à mercê das vontades e humores da Filipa Vai com Deus.
Se querem dar mais glamour a um conjunto de panelas (que metade delas não serve para nada), porque não lhes chamar “Mandrioskas” de Cozinha? Afinal estão sempre arrumadas uma dentro das outras. Fica então registada a minha singela sugestão.
É sempre a mesma coisa ... irra!
Em todas as competições internacionais em que Portugal participa verifica-se sempre dois cenários distintos:
1. A partida para a competição: onde nenhum dos atletas é favorito e onde todos apenas esperam que este dê o seu melhor (afinal este não tem qualquer apoio por parte do estado e muitos são os casos em que tem de imigrar para continuar a evoluir).
2. A competição: onde são sempre esperadas todas as glórias e que é uma grande e constante desilusão porque não se chegou ao ouro.
Gostava de ver o dia em que um atleta olímpico nacional se revolte e chegue perto de um qualquer jornalista e lhe pergunte se a sua peça sobre a pobre criança cega da Cova da Moura foi premiada internacionalmente e caso não o tenha sido, afirmar que está muito decepcionado com este, afinal o País esperava e merecia mais.
Jogos Olímpicos (Parte III - A Cabala Olímpica)
Sinceramente fico indignado com esta falta de apoio aos nossos atletas e principalmente com a falta de visão dos nossos jornalistas, pois na verdade existe uma cabala Olímpica mundial que impede Portugal de se tornar na principal potência do desporto interplanetário. Ora vejam:
- Existe Hóquei em Campo (Portugal nem conhece esse desporto) mas não existe Hóquei em Patins onde somos sempre dos melhores.
- Existe Badmington mas não existe o Chinquilho (onde o Sôr Zé de do Café Central de Alcobaça têm créditos firmados na cena internacional)
- Existem provas equestres, mas não existe tourada.
Não vos quero maçar com mais exemplos, mas penso que ficou claro que o problema não está nos nossos atletas ou nas infra-estruturas e apoios que os mesmos têm acesso, mas sim nos desportos que são totalmente inadequados à nossa realidade.
A cabala foi desmascarada e aproveito para lançar o repto: Para quando As Olimpíadas Lusas?
JOGOS OLÍMPICOS (PARTE II)
É que uma pessoa que levanta pesos por divertimento deve perder muito poder de argumentação.
JOGOS OLÍMPICOS
Os jogos olímpicos têm por principal mérito (na minha opinião) dar relevo a vários desportos que normalmente passam despercebidos ao comum dos mortais. Mas sejamos francos alguns não interessam nem ao “Menino Jesus”. Ontem por exemplo, dei por mim a ver na TV tiro com pistola de pressão de ar a 50 metros e reparei que existiam bancadas e pessoas realmente a assistir ao evento.
Gostava no entanto que alguém me explicasse qual a razão de estar alguém horas e horas a olhar para um alvo do tamanho de uma folha A5 a 150 metros de distância!!! O que discutem os adeptos?
- Acho que acertou no alvo?
- Não sei, não …
- A sério acho que acertou mesmo.
É por essas e por outras que prefiro a esgrima, não consigo perceber nada na mesma mas ao menos fico contente ao ver as luzes acender.
terça-feira, agosto 10, 2004
PROMETEU E CUMPRIU
Para a próxima, Sr. Primeiro-ministro, por favor seja um pouco mais especifico, pois para isto já nos tinha bastado o Cherne.
sexta-feira, agosto 06, 2004
CHINQUILHO EM AMARANTE
Michael Moore, o famoso cineasta americano, reabriu as portas para o ressurgimento do cinema como forma de luta e em Portugal um cineasta, ainda desconhecido, José da Silva Borges segue o seu exemplo, apresentando a sua mais recente e polémica fita sobre o assassinato de várias prostitutas na localidade de Amarante.
Nas palavras do autor, “O filme é a génese de três anos de trabalho e tenta mostrar de forma clara a realidade da prostituição em Portugal e as estreitas relações entre o Aloé Vera e a Máfia Russa”.
Chinquilho em Amarante, título que surge do facto de os incendiários terem estado toda a tarde no Café KateKero a jogar o supra mencionado Chinquilho antes de inundarem o Diamante Negro de gasolina e atearem fogo ao mesmo, matando desta forma todo o imobilizado do Sr. Rocha (proprietário do Diamante Negro), é uma salada de fruta de imagens montadas de forma magistral que nos afastam da vida cosmopolita de Lisboa e que nos transporta até ao fundo do mundo da prostituição nacional. O filme todo feito em Portugal é uma co-produção com o estado brasileiro que gentilmente cedeu todas as prostitutas através do programa de emigração ilegal estabelecido entre os dois países.
Depois do sucesso do seu primeiro filme, José da Silva Borges já conseguiu financiamento para mais dois documentários: Kapital 24:25 (sobre a eleição e vida privada do actual primeiro ministro Português) e Tudo Bons Rapazes (um remake do conhecido filme mas agora baseado na biografia da família Valentim Loureiro com marcantes testemunhos de Vale e Azevedo, Pinto da Costa e Sr. Rocha).
segunda-feira, julho 26, 2004
Aconteceu em Portugal
Mas que aconteceu, aconteceu.
As pessoas estão diferentes, o País está diferente. Todos falam disso em surdina, mas a mim ninguém me conta o que é.
Não sei se terminou, se ainda está a acontecer ou se ainda está para vir. Não sei se é bom, se é mau, ou até mesmo se a culpa já é do Santana Lopes. Mas tudo está … diferente.
Por favor, se alguém sabe o que se passa, e vocês sabem muito bem do que eu estou a falar, por favor digam-me.
Obrigado.
quarta-feira, julho 21, 2004
I have a dream
A questão é:
“Quando chove, molhamo-nos mais correndo para um abrigo ou caminhando normalmente ao encontro deste?”
Esta pergunta, por inofensiva que pareça, começa a abalar os alicerces de toda a comunidade científica por esse mundo fora. Porventura, até mais do que a Teoria da Relatividade, por ter mais significado práctico.
Eu, ao contrário de Einstein, não me debrucei sobre este tema numa folha de papel rabiscando coisas como E = MC2 [1]. Fui ao encontro do problema, sentei-me num banco de jardim, num dia de sol, e pus-me a pensar:
1 - Se a chuva estiver parada no ar (em vez de respeitar a lei da gravidade, caindo inexoravelmente na terra) como me molho mais? Ficando parado no mesmo sítio, ou correndo para um abrigo? Até mesmo tu, caro leitor, podes afiançar que, correndo de encontro à água suspensa no ar, me molharia mais.
2 – Pensei também no vento que se possa fazer sentir no momento em que, estupidamente, me encontrasse parado no meio da rua num dia chuvoso. Será que o vento é assim tão importante? Por um lado, o vento atira-me chuva à cara. Como corolário desta afirmação, posso também ter a certeza que, para além de me atirar chuva à cara, também afasta outras gotas de chuva que, de outro modo, me atingiriam. Porque no limite, a quantidade de chuva que me é atirada à cara à força de chibatadas de vento, é a mesma que a quantidade desviada (e porque isto já está a ficar muito complexo), vou ignorar o efeito do vento. Será uma abordagem “Se tudo o resto se mantiver constante”, ou ceteris paribus para ti, caro recém-licenciado em economia que me estás agora a ler.
Nesta fase da minha linha de pensamento já me encontro cansado, mas, não me desviando da missão de cultivar o caro leitor, introduzo ainda mais factores:
3 – A gravidade! Como o atento leitor já se deve ter dado conta, o primeiro ponto desta teoria é ridículo. A chuva não está parada no ar! E, já agora, também não existe Pai Natal, nem a rena Rudolph. A chuva vem, quer gostemos ou não, ter connosco por força da gravidade. Estarei eu, ao correr, fugindo da chuva como o Diabo foge da Cruz, a evitar este fenómeno? Se o leitor respondeu que sim, PARABÉNS! Acabou de dizer, por outras palavras, que ao corrermos estamos a fugir à lei da gravidade, pelo que podemos também afirmar que, quando estou a correr, não há razão para que não consiga voar.
4 – O último dos factores. O mais pragmático, mais inescapável, mais inatacável dos factores! Um factor que tem deixado perplexa a comunidade científica, por ser facilmente comprovável por teste directo, mas difícil de traduzir numa simples fórmula como a de Einstein. Estou, naturalmente, a falar do factor “salpico”. O factor salpico consiste essencialmente no fenómeno que ocorre quando corremos sobre poças de água criadas pela chuva e acabamos, invariavelmente, com as calças molhadas até aos joelhos. É evidente que este factor pode ter maior ou menor relevância, consoante esteja a chover há mais ou menos tempo, consoante o piso onde estamos a correr, consoante o peso de quem corre, entre outros factores.
Depois de todo este esforço mental, ainda fiz o que os Americanos chamam de “extra mile”. Ou seja, fui ainda mais longe. Cheguei a uma fórmula que nos permite calcular o quão molhado ficará o leitor consoante os diversos factores.
Temos então:
Mo = VL + VC * Lg + PL / PT
Onde:
Mo – Unidade de medida da “Molha”
VL – Velocidade do leitor
VC – Velocidade da chuva
Lg – Litros por gota de água
PL – Peso do Leitor
PT – Porosidade do terreno
Daqui verificamos facilmente que, quanto maior for a velocidade do leitor, ceteris paribus, maior será Mo, cqd[2].
Nota do blogger: continuamos abertos à recepção de fundos para a compra de equipamento que permita demonstrar esta teoria.
Nota do blogger2: Este foi o meu primeiro post. Se o quiser avaliar, use uma escala de 1 a 2, sendo 1 “Não tens mais nada para fazer?” e 2 “Vai trabalhar, malandro!”
[1] este artigo mostra como alguém se lembrou de explicar a teoria da relatividade ao ler uma entrevista com a Cameron Diaz (sem dúvida, com fotografias)
[2] Como queríamos demonstrar.
segunda-feira, julho 19, 2004
CONSEGUE UMA PESSOA MUDAR O MUNDO?????
Este post não tem nada de moralista, apenas cada vez mais me assusta o facto de estar muito perto de começar a me desleixar para o mundo e começar apenas a ficar sentado à espera do que este tem para me oferecer, mas ontem um simples acontecimento mudou a minha vida.
Um simples velhinho, no seu também velhinho Fiat 600, dirigindo-se a cerca de 20 km por hora na estrada nacional, fez com que mais de mil pessoas chegassem mais de duas horas atrasadas ao emprego. As consequências não se prendem apenas no tempo perdido, pois os funcionários públicos não fizeram mais nada de manhã (com o reflexo natural dessa situação no degradação do PIB, ou não), os trabalhadores independentes fizeram inversão de marcha e ficaram em casa de manhã a ver o programa do Goucha e eu fulo que nem uma pevide passei o resto da manhã a escrever este post (e não pensem que vou fazer alguma coisa de jeito esta tarde).
Embora de manhã tenha vivido um ódio de morte do referido sujeito, perto das 5 da tarde dei por mim a agradecer-lhe, pois graças a esse sexagenário, agora percebo que uma pessoa consegue mesmo fazer toda a diferença, desde que consiga chatear um número considerável de gente.
No final de contas, sempre tive uma desculpa para passar o dia a coçar a micose.
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Apesar de no princípio julgar que a Al-Qaeda estava com grave um problema de identificação de alvos mediáticos, um olhar mais atento, mostra toda a sapiência e acutilância da grande multinacional do terrorismo ao escolher uma simpática e inofensiva ponte da A8.
Aqueles Árabes não brincam em serviço e fazem sempre o seu trabalho de casa.
“Never be rude to an Arab” – Monty Python
1 - (guerra santa)