
Porque é que os motéis têm sempre camas destas se é geometricamente impossível fazer bicos numa cama redonda?
Muitos são os sépticos para com a ciência do espiritismo, chegando mesmo a afirmar que tudo não passa de vis manipulações dos medos das moleirinhas mais tenras e exploração das mais variadas fraquezas humanas. No entanto eu acredito piamente, que todos, desde o professor Bambo até aos novos implantes da Maya, tem um contacto profundo com espíritos. Pelo menos com o espírito empreendedor.




Sinceramente sou totalmente a favor que se proíbam os jogos violentos se apenas servem para deturpar as moleirinhas ainda moles dos jovens, mas acho que o esforço de alguns governos é nesse sentido bastante tímido. Eu, por exemplo, gostaria de ver essas proibições estendidas aos seguintes jogos:
- Monopólio – a frustração atroz em que vivo por já ter sido várias vezes dono do Rossio e ainda viver na Venda do Pinheiro
- Café Paradise – joguei que me fartei e ainda não tive qualquer orgia e como isso me deixa furioso. Bem … mas por outro lado também não tive de conhecer o Reinaldo!
- Mikado – apenas por que acho perigoso um jogo que não é mais do que um conjunto de paus afiados. Não sei bem porquê mas também não confio nada no Chinês que está na embalagem.
- Tom Raider* – Já andei por montes, vales, bosques, ruínas e cidades e nunca vi uma única gaja boa aos tiros e a rebolar-se pelo chão. Afinal todos os executantes dos massacres recentes são bem feiinhos**
Aqui fica a minha sugestão e depois não se queixem.
* Neste caso tenho de admitir que eu próprio, por total e exclusiva influência do jogo já vesti uns calções e top bem justinho, o que por si só é um verdadeiro massacre do bom gosto.
** Será que o problema é mesmo esse???


Na sequência de uma conversa num jantar entre amigos surgiu uma questão que foi levantada recentemente por Brenman na sua tese sobre a relação das crianças com as histórias infantis e que desde aí tem gerado alguma polémica. O autor defende que, contrariamente ao que tem sido defendido por muitos, é bom que as histórias contenham personagens maus e violentos, tipo lobo mau, bruxas, etc, pois as crianças precisam aprender a lidar com e a vivenciar essas emoções.
Ora o que aqui a meu ver merece alguma reflexão não são as suas observações, que evidentemente me fazem sentido, mas sim a tendência crescente para educar as crianças de forma asséptica, a qual por sua vez parece corresponder a uma cada vez maior preocupação parental em expor os seus rebentos a algo que sempre fez e sempre fará parte da natureza humana, como é o caso do mal e da violência.
Ora porque será que os pais andam tão preocupados com a violência e tão envolvidos em estratégias educativas para a neutralizar senão porque eles próprios se mostram cada vez mais incapazes em lidar com esses sentimentos?... O resto corre por conta dos mecanismos de identificação projectiva, visto que a forma como os pais intuem os filhos depende das partes de si próprios sobre eles projectadas.
Desta forma, o preocupante não é a violência presente nos contos infantis mas a violência latente presente no interior de cada mãe ou pai excessivamente preocupado com a violência. Pois dos progenitores a criança não pode desviar os sentidos…
Assim, preocupante para mim é a interiorização silenciosa que a criança é forçada a fazer do mal e da violência contidos nos pais e que vai constituir as bases de identificação de que tanto precisa para construir a sua identidade.
Muito mais pacifica em termos desenvolvimentais, por paradoxal que possa parecer, é a violência mais turbulenta, mas sobretudo visível, que permite à criança jogar os seus conflitos, fazer à vez de vitima e de carrasco, identificar-se a uns e/ou a outros, encenando movimentos de aproximação e de afastamento segundo os afectos nela mobilizados.
Claro que muitas questões surgem relacionadas com este tema da violência presente nas referencias culturais, sobretudo as que dizem respeito ao simbólico e à metáfora e à forma como a sociedade de hoje os vive e os transmite à criança, mas isso terá que ser em outro blogue ; )
Deixo-vos com duas imagens, o lobo mau de barriga aberta, e um pai horrorizado com a barriga aberta do lobo mau... Não será com certeza difícil perceber qual é a que pode fazer mais estragos na mente de uma criança ...
Vim cá comunicar ao Estado duas coisas:
1) estou casado
2) abri actividade como trabalhador independente
Em relação à primeira, eu para me casar tive que fazer um assento numa conservatória. E as conservatórias fazem parte do Estado.
Quanto à segunda, a abertura de actividade é feita nas finanças. E as finanças também fazem parte do Estado.
Concluo, portanto, que vim comunicar ao Estado duas coisas que o Estado já sabia... para além disso, parece que para comunicar a mudança de estado civil, é agora preciso fazer uma coisa chamada Cartão do Cidadão...
Fazendo um paralelo com o mundo empresarial privado, isto seria como um cliente ter que comunicar ao departamento de cobranças de uma empresa que a factura enviada pelo departamento de facturação dessa mesma empresa já venceu...
Esperem... isto não pode ser tão ridículo como parece...
Tendo em conta que muitos dão este blog como morto, pelo menos irá servir de arquivo de algumas das parvoices que foram e que serão feitas ao longo dos tempos.
Desta forma irei iniciar esta "Torre do Tombo" digital com uma versão da imortal música de Natal dos Matchos Kings de 2006.
O QUE TU QUERES NO NATAL SEI EU
INTRO Hoje não vos damos nada
Não há nada que precisem
Não fazemos puto ideia
Do que vos dar acreditem
Vai dai que nos lembrámos
“E que tal uma canção?
Levamo-las ao céu
sem gastar nem um tostão”
PARTE A1 O natal é sempre um stress
p’ra ser mais original
uma aventura em Braga
ou um calendário brutal?
´
O’natal não é nada disso
basta de competição
por causa disso este ano
embrulhem lá esta canção
Nós só queremos despachar
Ho Ho Ho e toca a andar
não há mais pra dizer
até pr'ó ano se Deus quiser.
PARTE A2 Podiamos ter sido uns kridos
e dar-vos montes de ilusões
mas quisemos ser nós mesmos
irresponsáveis e machões
Pode até vos parecer duro
a realidade é mesmo assim
sem massa não se fazem bolos
e muito menos sem pilim
Vai dai que nos lembrámos
E que tal uma canção?
Levamo-las ao céu
sem gastar nem um tostão
PARTE B Mas não repararam
qu'isto é só a reinar
o qu'inda não dissémos
vai mesmo arrasar
Querem mesmo saber
o que vos vamos dar?
dois dias e uma noite numa casa
muito nice na serra da estrela
e mais jantar
PARTE A3 Digam lá "que granda prenda"
uma canção e muito mais
gastámos bué da notas
e não foram só musicais
Mas não fiquem amuadas
escondam esse beicinhu
Este Natal é nosso
mas o melhor presente
és tu
(baby)
FADE OUT o melhor presente
és tu
(baby)
Autoria da Letra: P-dro
Baseado na musica original de: Mariah Carey (All I want for Christmas is You)
Ironicamente no dia das mentiras só me apetece dizer verdades (de forma a contrastar com a hipocrisia em que vivemos nos restantes dias) e como tal vou revelar o porquê da minha ausência do sopinha:
- falta de tempo;
- falta de inspiração
- falta de vontade
Tendo expelido tal peso do meu peito, volto para a hipocrisia necessária para se aguentar um emprego.
É oficial, mais de 1.000 já ousaram passear as suas vistas pelo sopinha.
Alguns deixaram a sua marca, outros apenas usurparam os seu ensinamentos, outros ainda limitaram-se a não fazer nada. Mas uma coisa é certa a nenhum deles fomos indiferentes.
A este ritmo, arriscamo-nos a ser a terceira força política nas eleições de 2009. Caso isso aconteça deixo já a nossa promessa de reduzir o colesterol dos portugueses para metade.
A todos eles e especialmente a você, caro visitante, o nosso sincero obrigado e pedido de desculpa.
P.S.: Obrigado Irmã Lúcia por este último milagre
Será que é só impressão minha ou vocês também já repararam que nos cartazes do PS e do PSD estão a utilizar fotografias tipo passe dos candidatos!
Meus caros amigos dos partidos com maior representatividade no panorama nacional, ponham os olhos no “Paulinho das Feiras” e no “Camarada Jerónimo” (um pequeno aparte - nome muito bom para o líder do partido e que certamente vai ser gritado em plenos pulmões aquando da queda da CDU nas próximas eleições) que ao menos tiraram um bocadinho do seu dia para se dignarem a tirar uma fotografia de jeito.
É o mínimo meus senhores, pois afinal levamos com as vossas caras em tamanho gigante todo o santo dia.
P.S: Este post teve o patrocínio do estúdio Jorge Seco. Fazemos desde casamentos, baptizados a foto reportagens e cartazes políticos.
A presente campanha eleitoral, o facto de se recusar a debates televisivos e respectivos cartazes publicitários confirmam uma suspeição que há muito inquietava a minha conturbada mente: José Sócrates afinal é um boneco de ventríloquo. Ora vejam:
- a carinha malandra de pele luzidia
- o sorriso de plástico acompanhado de um perfeito risco ao lado
- não consegue fazer nada sozinho
- só fala quando lhe enfiam uma mão pelo cú.
Depois do sucesso das Biografias de Alexandre Frota, Mónica, Ana Maria Lucas e Cavaco Silva, eis que surge a tão aguardada biografia de Porca.
Neste livro Porca fala-nos de peito aberto e língua afiada, abrindo o livro sobre todas as suas aventuras e desventuras na Quinta dos Famosos, mas numa perspectiva totalmente diferente, directamente da pocilga.
Na sua biografia aborda todos os temas que o público sempre quis saber: as abordagens do Frota; as mariquices do Castello Branco; as confissões de Cinha; entre outras revelações como o caso do seu implante de silicone que fez nos seis mamilos ou até mesmo o seu papel na queda do actual governo.
Com todas estas biografias de impar valor, a editora Brainpix irá ser condecorada pelo Presidente da República com a Cruz da Grande Ordem dos Cavaleiros de Santo António e está considerada como a favorita para o prémio Nobel da Educação, pelo seu trabalho e esforço desenvolvido para aumentar os níveis de literacia de um dos países mais atrasados da união europeia. Os seus textos simples e repletos de imagens, são já tidos como um exemplo de pedagogia e no próximo ano serão incluídos nos programas do ministério da educação para o primeiro ciclo e para o curso superior de ciência politica.
Caros leitores, os mais atentos já repararam e estou certo que o consultam, mas para os mais distraídos informo os principais dados estatísticos deste pasquim que desde Novembro se encontra equipado com um avançado sistema de estatística e escutas telefónicas.
Em apenas 25 dias, o Sopinha de Massa foi visitado por 217 indivíduos únicos, sendo que do dia mais “ocupado” resultaram 19 visitas.
O horário laboral apresenta-se como o ideal para uma visita ao sopinha (tendo sido já incluído nos planos da CGTP para 2005 a inclusão do direito ao tempo de blog nos contratos colectivos de trabalho). Assim sendo, é durante as 12h – 13h que se verifica o maior número de ocorrências, o que só prova que este funciona como um óptimo aperitivo. O horário entre as 17h e as 18h também é igualmente muito procurado. Por outro lado, não existe até á data, nenhuma visita entre as 5 e as 6 horas da manhã. Aproveito então para lançar o movimento “vamos visitar o sopinha às tantas da manhã” e tentar assim incluir este saudável hábito na vida de comerciantes da lota e padeiros.
A segunda-feira é o dia com maior número de visitantes enquanto que aos fins-de-semana nota-se um claro arrefecimento do interesse do público neste blog.
No que diz respeito à nacionalidade dos visitantes, Portugal (obviamente) lidera com 77% dos visitantes, seguido pela Holanda, USA, UK, Brasil, França, Macau, Canada e Israel (medo, muito medo).
Por último revelo o que levou os internautas a visitar o sopinha, ou seja, quais as keywords colocadas (maioritariamente) no Google e que os fizeram chegar até nós: roupa dos anos 70; operação de joanete, tabaqueira nacional, morada do pai natal e sopinha de massa.
Graças a esta informação iremos tentar fazer um blog melhor para todos, com ou sem joanetes.